História
A primeira bobina de papel da Norske Skog Pisa foi produzida em dezembro de 1984. A história da fábrica de papel imprensa brasileira, no entanto, é bem mais antiga: se inicia na década de 1930.
Comandada pelo presidente Getúlio Vargas, a chamada “Revolução de 30” modificou de maneira decisiva as estruturas do mercado nacional brasileiro. Para os empresários da comunicação, a interferência do governo veio em forma de aumento das taxas para a importação de papel para jornal.
Fosse uma tentativa de controlar a imprensa ou um incentivo à industrialização nacional durante a famosa revolução, o fato é que foi nesse período que proprietários dos principais jornais do país atentaram para a autossuficiência em papel, alternativa para garantir a liberdade de imprensa de seus veículos. Até então, o país importava dois terços do papel que utilizava.
Foi apenas na década de 1960, por meio de um programa estatal de incentivo ao reflorestamento, que um grupo liderado pelos jornais O Estado de São Paulo, Jornal do Brasil, Zero Hora e a empresa florestal Plantar S/A pôde dar cabo aos planos de independência. Jaguariaíva, no norte pioneiro do Paraná, foi o município escolhido para abrigar a fábrica de papel imprensa do Brasil.
A Pisa Papel de Imprensa S/A entrou em operação em dezembro de 1984, após 22 meses de implantação. O projeto preocupou-se principalmente com a proteção ao meio ambiente. Na ocasião, os técnicos contratados foram enviados aos países escandinavos e ao Canadá, referências neste segmento, para estudar suas fábricas e os sistemas de tratamento de efluentes líquidos e emissões atmosféricas aplicados.
No ano 2000, a Pisa passou a integrar o grupo Norske Skog, assim que esse incorporou a divisão de papel do grupo neozelandês Fletcher Challenge, do qual fez parte. Hoje, a unidade de negócios Norske Skog Pisa apresenta desempenho ambiental e operacional entre os melhores do grupo. Nacionalmente, é reconhecida pelo seu comportamento social e ambientalmente responsável, em projetos como o “Ler e Pensar” e o “Serra Nativa” e prêmios como “Uma das 100 melhores empresas para se trabalhar”.
